17 de janeiro de 2011

Fica a dica: documentos

Se você vai morar em Dubai, dependendo do que você vai fazer por lá e/ou do tipo do seu visto, é bom se informar sobre determinadas coisas.


--> Documentos:

Eu, por exemplo, tive que fazer a tradução juramentada de alguns documentos e para isso, obviamente, precisei contratar os serviços de um tradutor juramentado. Para encontrar um, procure o site - ou vá pessoalmente - da Junta Comercial do Estado que você mora.

Para quem mora no Estado do Rio de Janeiro já deixo o link aqui: JUCERJA. Procure "Serviços" no menu e depois "Tradutores e Leiloeiros". Basta selecionar o idioma desejado que aparece logo uma lista com os nomes, endereços, telefones etc.

O correto é o tradutor te cobrar seguindo o preço da tabela. Normalmente, eles calculam o valor por página, por isso é bom você ligar e conversar com o profissional para ter uma média do total. Com a tradução juramentada em mãos, leve a um cartório para reconhecer firma da assinatura do tradutor.

Se o seu caso exigir, entre em contato com a Embaixada dos Emirados Árabes Unidos para saber se há necessidade de uma "autentificação" dos documentos.

Se positivo, você terá que encaminhar a tradução juramentada para o Ministério das Relações Exteriores do Brasil chancelar. Eles vão te comunicar o prazo - o meu foi de 24h e sem custo. Somente depois, você poderá enviar para a Embaixada dos EAU em Brasília também. Lá, eles cobram, mas isso depende de cada documento e o prazo de entregar do mesmo é maior do que o do Itamaraty (de 2 a 3 dias úteis).

Muitas vezes, é preciso contratar uma assessoria (internacional) para fazer todo esse trâmite caso você não more em Brasília ou não tenha parentes/amigos que possam retirar os documentos para você ou também se você não quiser viajar e ficar por lá enquanto tudo se resolve.

Falo isso porque a Embaixada dos EAU avisa que os documentos enviados por SEDEX não são reenviados, assim é necessário que alguém - de sua confiança - retire os mesmos pessoalmente na própria embaixada ou que o serviço de um despachante seja contratado.


O que quero destacar também é sobre o prazo. Não confie muito no que o Ministério ou a Embaixada informa quanto aos prazos porque comigo isso deu problema. Juntou feriado que foi emendado, depois deu um problema no sistema e por ai foi. O Itamaraty até que cumpriu direito a data que avisou, mas a embaixada foi um suplício. Não sei ao certo o que houve, mas a consultoria falou que juntou feriados do Brasil e dos Emirados, além de excesso de documentos para chancelar. Se você tiver que fazer isso, faça com o máximo de antecedência para evitar problemas com o tempo.


Com essa peregrinação completa, você terá em mãos documentos válidos no território de Dubai. Por enquanto, isso tudo funcionou com a gente. É uma burocracia chata de se fazer. Algumas vezes, exige paciência da sua parte para não morrer de ansiedade porque os prazos estão estourando, além de não ser uma coisa muito barata. Porém, você terá uma garantia de menos estresses nos Emirados.


* Informações:

--- A Seção Consular da Embaixada dos Emirados Árabes Unidos recebe documentos para a legalização de segunda à sexta de 9 às 12h30.

--- Para esclarecimentos, entre em contato com eles: email consulado@uae.org.br ou pelo telefone (61) 3248-0717, extensão 2.

--- Horário de Funcionamento da Embaixada: segunda à sexta de 9 às 16h.

--- Fax: (61) 3248-7543

--- Endereço para envio de correspondências: Embaixada dos Emirados Árabes Unidos - Seção Consular: SHIS QI 05 Chácara 54 - Lago Sul - Brasília - D.F. // CEP: 71.600-580

--- Pagamento: não aceitam cheque! Deve ser feito através de depósito bancário, em dinheiro, na conta da Embaixada.

--- Prazo para Legalização de Documentos: 2 a 3 dias úteis.

--- Lembre-se de colocar no envelope seu nome e contatos telefônicos para posterior contato do setor de legalização.


Obs.: Se você fizer uma pesquisa no Google, vai achar várias assessorias interncionais, porém aconselho que ligue para a Embaixada dos EAU e peça indicação deles! Acredito que seja mais confiável seguir a deles do que contar com a sorte.

16 de janeiro de 2011

Mudança

A minha mudança foi feita aos poucos mesmo, ou melhor, está sendo feita. Quando meu marido vinha me ver, ele levava um tanto de roupa minha e objetos pessoais; quando eu ia para Dubai, levava mais um bocado para lá.

No final deste mês, terminarei com essa mudança de formiguinha. É uma situação um pouco complicada essa vida de metade em um continente e metade em outro. Eu precisava continuar no Brasil até janeiro deste ano por motivos pessoais e assim está sendo.

É uma sessão de desapego total ter que decidir o que realmente precisa levar para outro país, pois isso não é uma tarefa muito fácil - acredito que mais ainda para as mulheres.

Eu fico me questionando se vou conseguir viver sem determinadas coisas. Algumas, no fundo, você sabe que não serão úteis, mas há o lado emocional que aquele objeto e roupa possui. Isso é a parte difícil de deixar para trás: o valor sentimental, a história que tudo traz consigo.

Ir para Dubai ainda tem mais um "porém": as leis que, apesar de serem flexíveis se comparadas com os outros Emirados, limitam o uso de determinadas roupas.  Ainda tem que avaliar por esse lado: será que essa blusa é muito decotada para eles?, será que dá para colocar um top por debaixo para poder usá-la pela cidade? será que a saia é muito curta? será? será? rs

Preparar o coração também é um dos pontos principais da lista! Com os dias passando tão rápido, com tanta coisa para resolver, parece que dá pane na cabeça e você tem que parar e respirar fundo. Só que surge um ecooo na mente: putz, minha família!!!

Todo dia é dia de ter uma conversa sozinha para tentar fortalecer o emocional e evitar sofrer por antecedência. Sei que o dia da despedida vai chegar e que quando eu estiver definitivamente em Dubai a ficha vai cair. Sentirei saudades absurdas da minha família!

Você deve estar se perguntando: mas ela não tem amigos? Tenho sim! Não sou o ser mais pop do mundo com milhões de "amigos" no facebook ou no orkut - até porque nunca me importei com isso na vida e não vai ser agora -, mas os tenho. Já me despedi de 90% deles, mas tenho aguentado para não chorar nesses momentos. Com eles, consigo lidar melhor porque penso que será mais fácil a comunicação pela internet e que quando eu vier ao Brasil, marcarei encontros!

Recebi muito carinho deles nas reuniões que fizemos e isso me dá um conforto de que eles estarão por perto mesmo eu estando tão longe. Colocarei cada palavra, gesto, abraço, beijo, lembrancinha na minha mala!

É isso: até o próximo post!

15 de janeiro de 2011

Com outros olhos

Depois que nos casamos, voltei a Dubai, porém com outros olhos e uma bagagem cheia de dúvidas para serem tiradas.

Observei o Emirado como não havia feito na primeira viagem. Prestei mais atenção no supermercado, nos transportes, nas roupas dos outros - principalmente das mulheres -, em produtos de casa e em tantas outras infinidades de coisas.

E por isso que criei esse blog. Quando estavamos decidindo onde iríamos morar e surgiu a idéia de ser em Dubai, fiquei com medo de uma mulher não ter seus direitos e estilo de vida ocidental no Oriente Médio.

Por mais que eu falasse com algumas que são comissárias, eu sabia que precisava buscar outras fontes de informações e foi isso que fiz. Entrei em contato com brasileiras que escreviam suas experiências em blogs e consegui algumas respostas.

Todavia, encontrei muita dificuldade em achar o que eu queria saber: morar em Dubai. Espero que esse meu espaço sirva como um meio de pesquisa para quem deseja se mudar para este Emirado.

Dubai em nossas vidas

Por uma das coincidências que a vida nos prega, meu marido veio trabalhar aqui quando ainda eramos namorados. Pensamos e repensamos muito onde iríamos morar depois de casados e a opção - até então - mais racional foi no Emirado.

A primeira vez que vim a Dubai foi como turista e nem sonhava em morar no Oriente Médio. Quando as pessoas souberam da minha viagem, escutei horrores: eles não gostam de mulheres, cuidado com a roupa que veste, vê se leva um lenço com você o tempo todo, não olhe para os árabes, não tire foto com eles atrás, aquele lugar ficar no meio de um barril de pólvora, ali só tem terrorista, presta atenção se nos países vizinhos não vai surgir uma guerra enquanto estiver por lá bla bla bla bla bla bla bla.

Confesso que embarquei com minha mala e minha total ignorância sobre a cultura e os costumes de Dubai. Na tv só escutamos que são fanáticos por sua religião, que oprimem suas mulheres, que fazem atentados e a gente compra tudo isso sem se questionar muito.

Ler guias, revistas e jornais de turismo não tornam mais nítido o dia a dia da vida no Emirado, somente nos apresenta os pontos turísticos e nos dão algumas boas dicas. Era isso que eu tinha quando pisei em Dubai pela primeira vez.

Portanto, me desculpe Vinícius de Moraes, mas só beleza não é fundamental! Conhecimento também é demais e a ignorância nos leva para uma caverna escura onde as sombras que vem do mundo de luz nos assustam demais.

Fiz todo o roteiro que se recomenda em Dubai. Gostei do que vi e fiquei muitíssimo impressionada com a infraestrutura da cidade. Achei tudo muito limpo, as coisas funcionam nos horários que dizem que vai funcionar e não senti nenhum tipo de olhada "menina indecente".

13 de janeiro de 2011

Dubai surge para mim

Conheci Dubai como muitos: televisão, revistas e tudo mais na época que deu um boom no Brasil de reportagens sobre o Emirado.

Não cansava de ver e rever programas mostrando a companhia aérea local com seu luxuoso avião que faz vôo direto de São Paulo para o meio do mundo e com direito (para os afortunados) a uma cabine individual na primeira classe. Muitas novidades: um lugar que construiu o único hotel 7 estrelas do mundo, depois veio a ilha artificial que o Discovery Channel não cansava de mostrar a construção, seus prédios altos e modernos etc.

Dubai saiu do anonimato para gravar suas "mãos" na calçada da fama dos destinos mais desejados por milhares de viajantes desse mundão. Dubai virou celebridade!

Você zappiava com o controle remoto e lá estava, em algum canal, em algum programa, em algum horário: Dubai!

Eu fiquei encantada por um tempinho, mas logo determinados canais conseguiram fazer com que eu repensasse tal sentimento.

Confesso que não sou 100% ecologicamente correta - até queria ser e me esforço para alcançar os 50% -, mas quando comecei a ver as modificações que determinadas obras que o Sheikh mandou fazer iriam mudar o meio ambiente... vixe!! Fiquei com uma péssima impressão de Dubai.

Achava tudo muito interessante e curioso, um poder da engenharia humana, um avanço da tecnologia, mas uma agressão à obra de Deus!

Olá!

Olá para todos!

Nunca pensei em escrever um blog desse gênero, porém tive algumas dificuldades quando comecei a procurar informações sobre a vida em Dubai. Isso me estimulou montar esse cantinho virtual.
O meu objetivo - pelo menos inicialmente - é comentar como foi a mudança e vida neste Emirado.

Escutamos tantas coisas sobre a cultura, costume e religião daqui - ainda mais quando tudo se relaciona com o sexo feminino - que fica confuso decidir se mudar para essa caixinha de areia.

Espero que eu continue com coragem para seguir com o blog e principalmente que eu consiga ajudar as pessoas que estão se mudando para Dubai.

Para primeiro post é isso!