11 de abril de 2012

Comparações

Conforme postei aqui, achei a pílula Yaz em uma farmácia em Dubai (clique aqui para ler o post).
Hoje, vou publicar umas images que fiz para mostrar a semelhança entre a embalagem do Brasil e de Dubai.



A caixa de cima é do Brazil e a debaixo foi a comprada aqui em Dubai. Como vocês podem ver, a semelhança é bem grande. O laboratório é o mesmo: Schering.


Como vocês podem ver, a embalagem do Brasil contém 21 comprimidos, uma caixinha de proteção para se carregar a pílula na bolsa e uns adesivos para marcar cada dia da semana.


A Yaz de Dubai vem praticamente com a mesma coisa: um livrinho de orientações (bula), a caixinha protetora, a cartela com os adesivos dos dias da semana e a cartela com os 24 comprimidos (a pílula de verdade), além de mais quatro.

Esses comprimidos extras e de cor branca são os tais de "açúcar", que não tem hormônio nenhum, que não vão fazer mal ao seu corpo e você irá "mestruar" normalmente como se estivesse usando a pílula do Brasil. Eles servem para que a pessoa não esqueça de tomar todos os remédios depois dos 4 dias de intervalo entre uma caixa e outra.


É isso. Para quem toma esse remédio, é muito achá-lo aqui. Não precisamos mais de importações. hahaha

8 de abril de 2012

Feliz Páscoa!!!

Essa é a segunda Páscoa que "passo" em Dubai.
Coloco entre aspas porque a gente sempre dá uma fugida do Emirado nessa data, mas a véspera é sempre aqui.

Não sei se ano passado eu andei e procurei pouco por ovos de Páscoas, mas confesso que não achei quase nada!! Fiquei mega frustrada!


Comprei um coelhinho de chocolate para meu marido e a filha da minha amiga... o resto dos conhecidos ganharam barra mesmo.
Para mim, Páscoa tem que ter ovo de chocolate e a troca!
Por conta disso, quando fui ao mercado e achei um ovo de chocolate branco (coisa rara por aqui - e que marido ama) tratei de comprar logo. Deve ter sido aproximadamente uns 15aed.


Como eu não posso comer muito chocolate, comprei esses mini-coelhinhos da Kinder que tambem foram super em conta, além de gostosos.

Essas outras fotos mostram uma sessão pequena no mercadinho perto de casa. Ano passado não tinha nenhum ovo lá e esse ano bombou como podem ver.
Achei curioso um "ovo" em formato de galinha! Pena que não deu para tirar foto, mas tem aquele tradicionei de coelhinho.

Os preços dos ovos ou das doces lembranças de Páscoa vão depender da marca, tamanho, sabor e do local que você compra.
Achei um ovo por 90aed, mas ele era bem grande. Alguns da marca Nestle estão por essa média de 50 a 90 aed.

Sinceramente não acho caros se pensar que é produto importado e a maioria é chocolate da Suíça (um dos mais famosos do mundo). Óbvio que você vai encontrar preços mais acessíveis e outros bem mais salgados.
Feliz Páscoa para vocês! Paz!

4 de abril de 2012

Farmárcia em Dubai

Percebi que muitas pessoas que acessam o meu blog procuram por algumas informações específicas, entre elas estão: vacinas e farmárcia.
O tópico de vacinação já fiz logo nos primeiros posts deste blog, porém nunca dediquei um para falar sobre as farmárcias aqui.
Não tem muito mistério sobre esse tema, pois as farmárcias aqui são praticamente iguais as do Brasil. Há sempre atendentes e farmacêuticos (a maioria deles ajudam muito) em todas.

Uma das farmárcia da Sheikh Zayed Road.
Os tipos de remédios e produtos vendidos vão depender de farmárcia para farmácia. Uma que eu gosto bastante pela variedade é a Life Healthcare.
Life Healthcare na Sheikh Zayed Road.
Ela tem remédios de todos os tipos, inclusive naturais (vitaminas/suplementos/homeopatias/etc), além de shampoos, cremes, cosméticos, maquiagens etc. Considero ela mais do que uma farmárcia! rs

Remédios para memória, dores nos ossos, etc

Você pode encontrar uma Life Healthcare em qualquer lugar de Dubai. Só na Sheikh Zayed Road tem umas duas (próxima da estação Emirates Towers e do outra do mercado Zoom).

Maquiagem para todos os gostos na Life.

Boots Pharmacystar é outra marca muito boa. A que eu dou uma olhada fica no Dubai Mall.

Alguns medicamentos, você pode comprar sem receita médica. Se você já souber o nome do remédio, é só ir ao balcão pedi-lo (normalmente o funcionário pergunta para que você quer esse remédio e eu descrevo o que estou sentindo). Caso você não saiba o nome dele, pode pedir para o farmacêutico uma sugestão ao explicar os sintomas.
Esses remédios e cia vendem, normalmente, em mercados e farmárcia sem a necessidade de receita.

Redoxon, Supradyn, Strepsils (pastilhas para dor de garganta), Band-Aid, Vick, Eno etc.

Eu já fui numa farmárcia que fica dentro do supermercado Union Coop  - Hyper Market Al Wasl(próximo da estação de metro Financial Centre), Al Wasel Community Pharmacy, que o funcionário de lá foi maravilhoso comigo. Eu estava recém-chegada em Dubai e meu corpo ainda estava se habituando com o ambiente aqui, ou seja, tive um monte de coisas ao mesmo tempo.

Fui conversar com ele, dar os nomes dos remédios que eu usava no Brasil e ele tinha uma mega paciência de procurar o nome científico das substâncias na Internet para depois ver qual seria o nome e marca do remédio em Dubai.
 Farmacêutico atentendo o cliente no balcão. Não é o mesmo que me ajudou.
Outros medicamentos, você só poderá comprar com receita médica, a qual fica retida. Eles te dão uma cópia, além das orientações de como o remédio deve ser tomado e pronto! Estão nessa lista: alguns antibióticos, anti-depressivos, calmantes etc.
Remédios para a pele, cabelo e outros tipos de cosméticos.
Você vai encontrar de tudo na farmárcia: panadol de todos os tipos, salompas, pastilhas para garganta, charopes, cremes pro corpo/rosto, absorventes, pílulas (anti-concepcional), etc.




Como não é permitido tiar fotos nesses lugares, tive que fazer uma "operação" para conseguir esses registros. Por favor,não reparem nos ângulos e qualidade de algumas fotos. (hihihi).

Espero que ajudado.

1 de abril de 2012

Qualidade de Vida

Posso dizer que considero Dubai um lugar seguro e que assim me sinto quando anda nas ruas com ou sem companhia masculina e feminina.
Porém, Dubai é como qualquer metrópole do mundo: tem sim seus casos de violência! A diferença é o fato de ser pouco divulgado isso. Há quem diga que o governo censura tais matérias na mídia, mas eu leio uns jornais - deixados gratuitamente na portaria do meu prédio - que contêm reportagens de tudo quanto é tipo, inclusive de roubos, furtos etc.

Particularmente, nunca vi nada do gênero acontecendo na minha frente ou com algum conhecido nosso. É raro aqui você escutar que alguém teve a máquina fotográfica roubada/furtada ou que colocaram uma arma na cabeça da pessoa para que passe todo o dinheiro.

Não me considero uma "Alice no país das maravilhas", por isso acredito nos casos que a mídia local relata e também creio que a governo deva censurar muitas coisas.

Agora, uma coisa é verdade: não dá para comparar a segurança - ou falta dela - de Dubai com a do Brasil. Basta você ligar a televisão em qualquer canal brasileiro que terá infinitos casos de violência espalhados por todo o território.

Eu mesma já fui vítima de assaltos. O último foi horrível!! Não consigo entrar em um ônibus no Brasil com a mesma paz de antes.
Só quem teve uma arma apontada para a cabeça e escutou a pessoa falar: "se alguém gritar, dou um teco na cabeça dela agora!" é que sabe o que estou falando. Ou nem tanto para me entender.
Em Dubai, consigo viver minha vida com qualidade. Não me privo de nada quando o assunto é ir pra rua. Pego metro e ônibus (os meios de transporte que mais uso) sem o menor medo. Sei que vou entrar e sair deles inteira, sem tomar susto, sem armas na cabeça, sem ameças.

O melhor? Podemos usar os eletrônicos que compramos com o dinheiro do nosso suado trabalho sem receio também. Você vê gente usando tranquilamente os mais diversos tipos de celulares - até mesmo os mais caros do mercado - sem aquela apreensão. As pessoas pegam seus Ipods e ficam segurando em suas mãos; tiram fotos do caminho com suas câmeras de última geração etc.
No início, eu achava isso estranhíssimo, pois não era a minha realidade no Brasil. Com o passar do tempo, comecei a fazer o mesmo e me senti confortável.
No mercado, a maioria das pessoas deixam as bolsas em seus carrinhos e vão para dentro dos setores procurar os produtos sem medo. Já me peguei fazendo isso, mas confesso que ainda sinto aquele frio na barriga quando me toco que a bolsa ficou para trás. (rs)

Já vi muita gente entrar em uma Pizza Hut, por exemplo, marcar a mesa com seus celulares, carteira de dinheiro (com ele e seus cartões de créditos dentro) etc e irem lá para fora conversar enquanto esperam mais um amigo ou enquanto fumam.

Você consegue se ver fazendo o mesmo no Brasil? Eu não consigo me ver.

O governo oferece segurança para seu povo e consequentemente, para os expatriados. Isso é um lado muito bom de se estar aqui. Me sinto feliz de estar aqui e de poder curtir o que a vida tem a nos oferecer sem preocupações.

29 de março de 2012

Adaptação

Agora, depois de mais de um ano vivendo todos os dias em Dubai, posso escrever sobre os problemas que tive de adaptação.
Hoje, vou elencar alguns problemas físicos que tive no decorrer deste tempo aqui no Emirado.

A maioria - eu estou dentro dessa - reclama muito da mudança do cabelo. Eu senti isso logo nos primeiríssimos dias. Meu cabelo não ficava feio, porém eu sentia ele mais grosso, mais seco... A sensação que me dava era que ele não mexia com o vento de tão "duro" que estava. Só que se você passava a mão nele, estava "ok".

Tudo por culpa da água. Como Dubai não tem muitas fontes de água doce, o Governo - segundo reza a lenda - utiliza água do mar e retira o sal. Em outras palavras, usamos água dessalinizada para tomar banho, cozinhar etc.

Para quem veio do Brasil e que passou uma vida inteira habituada com água doce na hora do banho, acredito que seja normal que o cabelo sinta esta diferença. Eu que não usava condicionador, silicone e afins no cabelo, passei a usar diariamente.

As unhas que não cresciam e "descascavam".  Também culpa da água dessalinizada! Sempre tive unhas relativamente compridas e cresciam fortes no Brasil. Foi chegar aqui e pronto! As pobres sofreram muito tempo. Vivia com elas coladas no sabugo ou quando cresciam um pouquinho, elas começavam a descascar.

Peso extra. Essa parte é triste, ainda mais para mulher. A cidade estimula você a ser sedentária no seu dia a dia. Tudo tem elevador, escadas rolantes e existem pouquíssimas calçadas (exceto na região de Dubai Marina e outras raras) etc. É preciso um pouco mais do que determinação para se exercitar caso você não goste de ir para academia.

Nessa nova rotina de vida, ganhei alguns bons quilos extras para minha "alegria". Tem sido difícil conseguir perdê-los. Já mudei minha alimentação, mas acho que terei que me render para a malhação já que meu DNA não ajuda.

Viroses foram outro problema nos meus primeiros meses. Meu corpo se rendeu a quase todos os tipos de vírus que circulavam em Dubai. Os médicos me falaram que era normal já que seu organismo não está habituado com o ambiente, poluição, estilo de vida e até mesmo bactérias. Isso não é para todos, visto que conheço vários brasileiros que não sofreram desse mal no início.

Intoxicação Alimentar. Cai na asneira de comer "um nada" de sanduiche com maionese em pleno verão 60C graus! Como estava em hotel 5 estrelas, achei que não teria problema e não pedi para retirar. Achei que a cozinha tinha geladeira, freeze e qualquer tipo de equipamento para manter fresca a maionese e também o sanduiche.

Assim que engolhi, senti um gosto estranho e provei novamente. Larguei de mão a comida e passei a noite inteira (i-n-t-e-i-r-a-a-a-a-a-a) passando muito mal. Foi horrível e tive que receber socorros médicos, tomar soro etc Um horror!

Graças a isso, obtive várias bactérias no estômago, inclusive salmonella. Foi uma luta, por longos meses, para me ver livre dessas malditas. As mesmas me acarretaram muitos problemas de saúde, mesmo depois que saíram do meu corpo.

Foram inúmeras idas a diversos médicos. Muitos exames feitos. Muitas dores abdominais. Muitos dias de repouso (tive que passar semanas em casa e sempre com alguém). Muitos remédios. Muitaaaa vontade de voltar para o Brasil!

Hoje, provavelmente graças a essas bactérias e segundos os médicos, desenvolvi uma intolerância a lactose. Até descobrir essa introlerância passei sufoco! Tive que retirar vários tipos de comida da minha dieta até que retirei leite, queijo etc. Deu certo!

Bebo leite sem lactose depois de um processo de adaptação alimentar. Continuo nessa nova dieta (não para emagrecer) para sobreviver com a minha nova realidade que me rendeu uma síndrome gastrointestinal.

E a vida segue mais ou menos normal depois de tantos acontecimentos!

25 de março de 2012

Chuva!

Finalmente, depois de muitos e muitos meses, chuveu em Dubai!!

Em um pouco mais de um ano de Dubai, acho que foi a terceira vez que vi chuva por aqui. As duas primeiras vezes, foram literalmente gotas de águas que pingaram (a conta gotas) do céu por alguns segundos.

Obs.: Para quem mora no meio do deserto, mesmo esses poucas gotas transformam o dia!

Na madrugada de hoje (dia 26 de março), lá pelas às 3h30, escutei barulho de água na janela e me pareceu som de chuva. Fui até a sala ver e era!!!!

Chuva na madrugada e manhã de segunda-feira em parte dos Emirados.

Melhor! Era chuva, chuva de verdade! Caiu bastante água, muitas gotas (apesar de ter sido uma chuva leve) e por um pouco mais de meia hora. Se não fosse o vento, acredito que teria chuvido mais na região que moro. Juro que até escutei umas duas trovoadas!

Não tenho do que reclamar. Chuveu bem para cá. Me matou a saudade de escutar aquele barulho delicioso de chuva caindo na rua e na janela. Cheguei a cortar meu sono e ficar deitada no sofá apreciando essa beleza da natureza, a qual sempre amei.

Infelizmente a chuva aqui não significa que a temperatura vai baixar. Os jornais já avisaram que pode até chover mais, em áreas isoladas, porém o resto da segunda-feira e da semana será quente.

Também há previsão de ventos fortes que vão, pela milhonéssima vez neste mês, levantar poeira. O que é extremamente normal em Dubai. O tempo fica estranho, super cinza e até o sol (aquele amarelo bonito) fica difícil de se ver, pois ele vira uma imensa bola branca no céu sem cor.

Para temperatua de hoje, os meteorologistas calcularam a máxima de 29C graus e mínima de 21C. É o verão começando a dar sua cara.

20 de março de 2012

Feira Brasileira

Nesta sexta-feira, dia 23 de março de 2012, vai ter a feira brasileira!

O evento acontece das 12pm às 8pm, no MAG 218 - Community Floor, em Dubai, e contará com vários expositores.

Você poderá encontrar: pão de queijo, balas de coco, artesanatos, brigadeiro, guaraná (siiiiiim, existe um grupo que está produzindo essa delicia por aqui - dizem que são árabes, mas se o gosto for parecido, quem se importa com nacionalidade, né), DJ, produção de eventos, cuidados pessoas, personal home stylist, jóias e bijus, velas, café, churrascos para festas, salgados etc.



Segundo informações, funcionários da Embaixada do Brasil (que fica em Abu Dhabi) vão marcar presença nesse evento para o cadastro de brasileiros nos Emirados Árabes Unidos. O serviço estará disponível até às 18h e servirá para a matrícula consular e reconhecimento de assinatura.

Para aproveitar esse serviço e não ter que ir até Abu Dhabi, você deve levar o formulário devidamente preenchudo, foto 3x4 colada e cópias das páginas de identificação do passaporte brasileiro, além do original.

Tentarei ir. Caso isso realmente aconteça, vou tirar fotos e postar aqui para vocês verem um pouco desse encontro da galera verde e amarela.

18 de março de 2012

UAE ID

Esse é o nome do documento que dá o que falar há anos aqui.

Quando cheguei a Dubai, escutava muitas pessoas reclamando falando dessa tal identidade. Nunca entendi direito o porquê de tanto alvoroço.

Até um dia que alguém me explicou que, desde quando inventaram esse documento, todo santo ano, o Governo avisa que as pessoas (locais e expatriados) são abrigados a emitir a ID e andar com ela todos os dias.

Todos os anos, o Governo publica matérias em jornais, faz campanha para afirmar e reafirmar que ela será um documento obrigatório em sua carteira e/ou bolsa!

Todos os anos, o Governo (a repetição é para você entender como as pessoas que moram aqui há uns 3 anos já estão de saco cheio disso!) coloca um prazo para todos os moradores dos Emirados terem essa ID.

POOOORÉÉÉM, todos os anos, o Governo cancela esse prazo, aumenta ele e nessa brincadeira, o seu uso nunca foi obrigatório!!!! Aha!!!

Quem fez, fica "feliz da vida" porque perdeu tempo e dinheiro para investir em algo que quase ninguém tem (inclusive os locais) e que nunca, nunca, nunca foi cobrado em momento algum.

Só que no ano passo (2011), a campanha foi extretamente forte. O Governo não poupou esforços para dizer que agora sim os sistemas estão em ordem e que será realmente obrigatório o uso de tal documento.

Há quem acredite e quem não acredite. Como a segunda galera era a maioria, o Governo publicou matérias que avisaram sobre o risco de multa por dia para quem perder o prazo final para emitir sua nova ID ou para quem já tem a sua expirada.

Como boa brasileira, eu estava disposta a deixar o barco rola porque fazia parte do grupo que acreditava que isso não daria em nada. Um belo dia, uma amiga me alertou freneticamente que a multa seria altíssima que era melhor pagar o valor cobrado pela emissão do que calhar de ser parada na rua caso eles resolvessem usar a tal obrigatoriedade.

Fiquei ligeiramente em dúvida sobre o que fazer. Até que vi várias pessoas que moram aqui há 3 ou mais anos se mexendo para dar entrada no processo pela primeira vez!!!

Pensei comigo: "Ok, a história deve ser mais séria mesmo esse ano porque eles moram aqui há 3, 4 ou  5 anos e NUNCA tinha feito, mas agora estão ai todos preocupados em fazer às pressas... acho melhor eu fazer também!" Decidido!

Por sorte, a empresa que eu trabalho fez um acordo com o Governo que enviou alguns de seus funcionários para ficar um tempo lá e facilitar nossas vidas.

Tivemos que preencher um formulário com nossas informações (o qual estava disponível no site corporativo da empresa), pegar uma senha e esperar nossa vez.

Os tais funcionários do Governo pediam o papel preenchido, tiravam cópia do seu passaporte com a do visto de residente, faziam coisas que levavam horas no computador (que ninguém sabe até hoje o que é) e depois te cobrava um valor referente ao tempo total do seu visto nos Emirados - e mais a digitação em árabe.

Após o pagamento, você era orientado a ir numa sala para tirar foto (homem tirava foto com o funcionário do mesmo sexo e mulher era a mesma coisa) e tirar impressão digital de lugares que eu nem sabia que existiam na palma de minha mão. Não satisfeitos em virar minhas mãos pelo avesso, ainda tinha a coleta da sua assinatura.

Isso ai pareceu coisa de 5 minutos, né? Não foi não, amigo!! Só eram distribuídas 120 senhas por dia a partir das 7h da manhã. Eu peguei a minha às 7h10 porque já estava na fila. Sabe que horas fui ser atendida com uma das primeiras senhas do dia?? Chuta!! Lá pelas 13h!!!!!!!!!!!

Pensa que para a gente o serviço foi diferenciado para melhor e não para pior!!!

O normal é a pessoa se virar para achar o que eles chamam de Typing Centre (os que eu passei na frente me arrepiaram!!). Lá, levar as mesmas coisas, porém pode ter certeza que você vai perder boa parte do seu dia e da sua paciência dependendo do funcionário.

Uma coisa que foi decisiva para eu fazer lá na empresa correndo: não ter que deixar meu passaporte com ninguém ou em lugar nenhum nem por 30 minutos! Escutei casos de pessoas que tiveram a falta de sorte de ir pra um centro desse, deixar o passaporte por algumas horas e quando voltou, ninguém encontrava o raio do documento. Alguns passaparam dias sem e no pé dos funcionários. Pensa no desespero de você ficar - que seja por horas - sem o único documento oficial que todos os países do mundo aceitam para você entrar e sair de qualquer nação?!

Pensou? Ok, deixei de ser dramática e de assustar vocês! Mas que foi verdade, foi!

O bom daqui é que as pessoas trabalham com amor, com vontade de estar ali! (momento ironia) A bonita que me atendeu na foto deveria ter me avisado que eu iria receber um SMS do Governo, o qual iria me dar o status do processo de emissão, inclusive onde buscar tal documento.

A bonita não fez isso e nem expressou qualquer expressão enquanto me atendeu e as minhas amigas. Semanas depois descobrimos essa informação porque um homem do nosso setor foi lá embaixo perguntar essas coisas.

Agora é a melhor parte. Uma semana antes, um amigo meu (vou chamar ele de Mr. B) deu entrada no processo. Eu, minha amiga e a outra (Mrs. A e D) fizemos depois.

Mrs. A e D receberam torpedos avisando algo que descobriram mais tarde que era para desconsiderar. Poucas semanas depois, receberam outra mensagem com o local onde deveriam coletar o documento.

Euzinha, que fiz no mesmo dia, só fui receber um SMS 5 dias depois do último delas e nem era com boa notícia. Avisava que a minha ID estava em processo de impressão! Ok, obrigada por avisar! ;)

E o Mr. B? Nada! Simplesmente ignoraram ele. Até hoje, mais de um mês que a gente fez - ou seja, pra ele mais tempo porque fez antes de nós três - nunca recebeu nem um torpedo avisando que os dados estão corretos ou algo no gênero. (rs)

Eu recebi uma segunda mensagem avisando que em breve receberia outra para informar onde deveria buscar. Adoro isso aqui! Eles têm mania de ligar para comunicar que amanhã vão te ligar de novo, mas com as informações que você quer! (nada eficiente)

Graças ao Mr. B, que descobriu um site do Governo que informava o status da sua ID, fui ver que a minha estava pronta e com o local de coleta decidido.

Lá fui atrás do meu terceiro documento oficial dos Emirados (o primeiro é o visto de residente, tá?! o segundo foi o e-gate.)!!! O local não era o dos melhores, mas também não foi um dos piores. Fiquei no meio termo.

Foi uma aventura ir lá e esperar ver minha ID que só entende a história quem mora aqui depois de uns meses. Para resumir: peguei e antes de ir embora daquele prédio do Governo, fiz questão de abrir o envelope e conferir cada dado para ter a certeza que não teria que voltar ali por erro de impressão ou qualquer coisa no gênero.

Felizmente, tudo certo!! Bora para casa correndo!!!  Agora, ninguém mais me multa na rua caso me peça a UAE ID!!

ps: Um amigo meu que fez a carteira há alguns anos e está com ela vencida há muitaaaass semanas, veio me contar que teria que pagar 50aed por DIA de atraso. Fomos fazer as contas e dava mais de 2.200 aed! Medo alheio!!!

ps 2: Acho que mês passado, uma notícia quase surtou as pessoas que conheço. O Governo começou sim a cobrar as multas e por dia para aqueles que não fizeram ou não renovaram suas IDs a partir de 1 de janeiro de 2012.
Conheço gente que gastou mais de 400 dhs só de multa - mais o preço normal da ID por ano de visto de residente. Meu marido mesmo teve que pagar multa, mas foi uma quantia pequena (ainda bem!).
Vale lembrar que duas dessas pessoas reclamaram que a conta estava errada e pra mais. Sofreram para que abaixassem, ou melhor, colocassem o valor correto da multa!


Ps3: Desculpem o post tão grande!

12 de março de 2012

Yaz em Dubai

Passo para atualizar uma informações que me deram há duas semanas, mas ontem pude conferir.

Finalmente, a pílula YAZ (uma parente da Yasmin) chegou em Dubai e pode ser comprada sem receita médica.

Comprei ontem e ninguém me perguntou absolutamente nada! Nem se eu era casada. A pílula estava junto com as outras (Yasmin, Diane etc) e de fácil acesso para qualquer mãozinha. Se eu quisesse (ou melhor, se eu tivesse visto) poderia ter pego sem nem perguntar ao farmacêutico.

O preço dela aqui está na casa dos aed 45. Outra novidade para quem está habituada com a do Brasil (sim, eu trago na mala algumas caixas!), eles colocam quatro comprimidos "falsos" e de cor diferentes dos outros 24.

A médica me explicou que toma quem quer os tais quatro comprimidos. Eles servem para que a mulher não perca o hábito de tomar o remédio todos os dias, ou seja, essas quatro "pílulas" extras não vão te fazer mal algum.

Achei super bem bolado isso! Viva que a Yaz chegou aqui e espero que não saía do mercado tãoooo cedo!!

6 de março de 2012

Documentos - Parte 1

Se você vem morar em Dubai ou já está aqui, é bom saber - e ter - alguns documentos para viver com mais facilidades e evitar futuros problemas.

O post de hoje é dedicado ao E-Gate!

O E-Gate é um "cartão" (muito parecido com aquele de banco) que posui sua foto e algumas informações pessoais. Ele vem a substituir o passaportes daqueles que residem nos Emirados.

Se você viaja com certa frequência vai reparar que a Imigração de Dubai, dependendo da hora, tem filas grandes e a demora nos guichês é grande. Para encurtar caminho e agilizar sua viagem, aqueles que possuem o E-Gate tem um acesso diferenciado.

A pessoa deve se dirigir à área dos guichês do E-Gate que é totalmente informatizado. Uma espécie de catraca de vidro sofisticada, onde você deve passar seu cartão do e-gate e seu cartão de embarque em um leitor digital.

Dados conferidos, uma porta de vidro se abre e você pode passar para o segundo passo do processo. Você ficará entre duas portas de vidro (aquela que você já passou e uma segunda) para que possa conferir sua digital ao colocar seu dedo em um outro leitor específico.

Feito isso, você já está apto a passar pelo raio-x e seguir pro dutyfree ou direto pro portão de embarque! Nada de filas, longas esperas, olhadas estranhas dos funcionários da Imigração e a melhor parte: nenhum carimbo extra nas suas preciosas folhas do passaporte!

Tudo funciona perfeitamente, mas vale lembrar que você deve SIM levar com você seu passaporte, pois caso dê algum problema no processo do e-gate, existe um funcionário da Imigração ao lado para que possa te ajudar e assim carimbar seu passaporte ao fazer o procedimento normal.

Para fazer seu E-gate existem alguns postos de atendimento do Governo - um deles fica no Terminal 1 do aeroporto internacionald e Dubai - onde você pode ir com seus documentos e dinheiro! Há uma taxa (não me lembro quanto é, mas algo pela casa dos 200 dhs - se é que não aumentou) que pode ser paga com cartão de crédito ou dinheiro. Dai é ter o passaporte original com o visto de residente (bom levar cópia de ambos) e lá mesmo você tira a foto e faz a coleta da impressão digital. O cartão fica pronto na mesma hora!

Li em sites que algumas vezes eles rejeitam o cartao de crédito, então para evitar estresse, leve dinheiro ou saque de alguma máquina antes de ir ao posto de atendimento. Também ouvi pessoas comentando que tiveram que levar foto tamanhod e passaporte para conseguir fazer seu documento. No meu caso, eu não precisei, pois na hora mesmo dentro do tal escritório.

O cartão tem validade de 2 anos. Para renová-lo é exigido o mesmo procedimento.

No próximo tópico sobre documentos, vou falar sobre a ID-UAE.

11 de janeiro de 2012

Natal e ano novo

Passei meu primeiro Natal e virada de ano aqui em Dubai. Não esperava grandes festas como estou acostumada no Brasil.

Razões?? Acho que uma é suficiente para vocês me compreenderem: Dubai é um Emirado Árabe, ok? A religião  de 99,9% dos árabes é o Islã. Pensa se algum muçulmano vai comemorar o nascimento de Jesus (para aqueles que esquecem, o Natal tem esse propósito) ou celebrar um ano novo do calendário cristão!!!??

Não, eles não celebram. Os mais flexíveis até te desejam "Feliz Natal" e "Feliz Ano Novo", alguns ignoram com todas as suas forças essas duas datas.

Há quem me pergunte se aqui existe árvore de Natal, enfeites e tudo mais. Sim, você pode comprar algumas coisas por essas bandas. O problema é encontrar algo tão bonito quanto no Brasil, EUA ou alguns itens da Europa.

O que tem aqui, com certeza, vem da Europa, mas senti dificuldades de encontrar algo como temos em terras tupiniquins. Logo no final de Novembro, algumas lojas já colocaram nas prateleiras seus apretechos. Eu garanti logo os meus e fiz bem. Alguns brasileiros reclamaram que deixaram pra última hora (como bons brasileiros) e não encontraram mais as peças que gostaram.

Confesso que árvore de Natal tive dificuldades em achar uma que EU gostasse. Fui no Ace, perto da IKEA, e achei vários tamanhos e cores lá. Tinha até árvore roxa e preta!!(????) Como eu queria algo menor, demorei pra encontrar, mas consegui.

Há uma loja no Mall of the Emirates que só vende esses enfeites, porém por preços ligeiramente altos. Outras, no mesmo shopping, também disponibilizam algumas coisas. Achar se acha sempre, só tem que ter perna e paciência pra encontrar algo do seu gosto e pro seu bolso.

Se você já foi ou morou no Brasil, EUA e Europa, não pense que aqui vai encontrar a mesma festividade no meio da rua ou dentro do mall. Aquelas decorações cheias de vida, luzes, árvores, Papai Noel etc não pertencem a Dubai.

Poréééééémmm, devido ao número de turistas nessa época do ano (os quais são cristãos), os shoppings colocam uma árvore bem grande no ponto principal dele e pronto! Viva o Natal!!!!!! Não vi nenhum Papai Noel em lugar algum, portanto não sei se existe.

Só para registrar, se dia 25 de dezembro cair em dia de semana aqui (domingo a quinta) e se você estiver trabalhando, não espere ganhar folga, ok? Tivemos que bater ponto em pleno domingo depois da ceia de Natal. Pergunta como estava o humor da equipe? Super feliz, né?

Ano novo? Isso tem aqui com direito a uma festa da virada com muitos fogos no Burj Khalifa - evento transmitido ao vivo pela rede de televisão - ou em Dubai Marina e companhia. Hotéis e boates disponibilizam pacotes com buffet, pista de dança, música alta e tudo mais que você queira para se sentir fora de Dubai!!!

O que eu fiz? Aproveitei as duas datas no melhor estilo romântico e caseiro com marido. Nos conhecemos há mais de seis anos e durante todo o tempo de namoro e noivado, nunca passamos nenhuma dessas comemorações juntas. 2011 nos deu esse grande presente e decidimos fazer dele um momento muito especial.

Não me preocupei com árvores de Natal no mall, enfeites nas ruas, fogos de artifícios nos céus... Enfeitei minha casa toda (muitas coisas trouxe do Brasil, outras comprei na Europa e um tantinho de nada aqui) para o Natal; fizemos um jantar com direito a velas etc. A virada foi regada com muitas bolões de ar, cornetas, confetes, bebidas, música, boa comida etc. 

28 de novembro de 2011

Olá!

Muito tempo que não passo por aqui, pois muitas coisas aconteceram nesses últimos meses.

Resolvi arriscar e apliquei para uma vaga mais ou menos na minha área de formação. Fiquei alguns bons meses esperando pela resposta. Na verdade, eu já tinha certeza de que era um não, afinal quando isso acontecia no Brasil, sempre vinha uma resposta negativa (quando vinha).

Gostaram do meu currículo e aceitei ficar como temporária. A princípio, o temporário seria somente por dois meses e meio. O que para mim estava de bom tamanho porque não esperava que fosse arrumar qualquer coisa por aqui tão rápido.

Aceitei por inúmeros motivos:

1 - Como disse antes aqui, vim para Dubai porque decidi me casar e nós dois concordamos que aqui talvez fosse melhor para dois, principalmente no quesito mercado de trabalho. Vim para cá com muitos planos, além de ficar ao lado de meu marido. Focar na carreira era uma das primeiras opções.

2 - A empresa é boa e a proposta também.

3 - O cargo está um pouco relacionado com minha área de formação.

4 - Chance de melhorar meu Inglês - que continua meia boca, mas melhorou muito!

5 - Ocupar mente e corpo. Adoro ficar na minha casinha, mas confesso que já estava me enjoando essa história de só ficar em casa. Até porque gosto de fazer as coisas com companhia e meu marido vive trabalhando.

Foram meses de muita, mas muita (muita, muita, muita, muita) adaptação em todos os sentidos de minha vida.  Tive mais de 15 dias de treinamento, que começava às 7h e só terminava às 15h30 - muitas vezes sem horário de almoço.

Fiquei exausta porque meu cérebro não estava mais habituado a escutar alguém falando Inglês por tantas horas seguidas.

Como se não bastasse isso, os diversos sotaques das pessoas que me treinaram: foi alemão, coreano, japonesa, francês, russo etc. Imagem, cada um com seu sotaque e algumas palavras eram impossíveis de se compreender de primeira.

Os termos específicos e técnicos que eu nunca havia escutado na vida antes!! Isso me apavorou no início, mas me controlei.

Depois de semanas exaustivas, consegui absorver boa parte e me jogaram para a prática. Juro que me surpreendi e até mesmo meus supervisores e gerentes disseram o mesmo. Recebi elogios logo na primeira semana e fiquei muito feliz com isso, afinal estava dando o melhor de mim e esforçando ao máximo.

Consegui vencer algumas barreiras do meu Inglês. Ele ainda não está no nível que eu gostaria que estivesse, mas evoluiu beeeeemm desde quando comecei.

Agora, posso soltar o verbo, né?

Antes de conseguir um emprego, eu não aguentava mais o preconceito no tom de voz e o olhar de dó que as pessoas quando me perguntavam o que eu fazia aqui e escutavam a resposta: "Por enquanto estou só em casa e tomando conta dela, do marido etc".

Para mim, tomar conta de casa e todas as outras responsabilidades que estão imbutidas nela era uma completa novidade em minha vida. Nunca precisei fazer grandes esforços no Brasil.

Vim para cá, sem saber cozinhar. Aprendi aqui, na marra, sozinha e me virando para aprender os nomes das comidas e ingredientes em inglês. Comecei a ter a obrigação e responsabilidade de limpar a casa todos os dias, de lavar, passar roupas, fazer compras no mercado etc sozinha. Coisas que no Brasil, eu não tinha total responsabilidade.

Quando as pessoas me perguntavam o que eu fazia aqui, já sabiam que eu ia falar isso, mas mesmo assim fazia questão do olhar de pena e repetir a odiosa frase: Ahhh, você não está fazendo nada, é? Nossa!!

Pera ai!!!! Fazendo nada?? Eu não falava que estava na minha casa vendo tv de pernas pra cima no sofá enquanto a empregada, passadeira e cozinheira faziam todo o trabalho. Eu poderia estar desempregada, sem alguma ocupação não-remunerada etc, mas sem fazer nada é muito exagero.

Antes mesmo de ser dona de casa, sempre tive uma certa raiva de gente que pensa que esse tipo de coisa, que associa tarefas doméstica com fazer nada!

Admiro quem consegue administrar uma casa sozinha, tomar conta de sua família, criar seus filhos, manter uma casa sempre limpa, comida gostosa na mesa, geladeira cheia etc. Isso é um trabalho que nunca tem fim e que ninguém dá valor.

Agora, empregada, tenho uma certa alegria de dizer para essas mesmas pessoas que estou sim trabalhando, mas que continuo como dona de casa. Só acumulei funções!

25 de julho de 2011

Ahn?

Essa semana, juro que fiz essa exclamação (ahn?!) quando estava na rua conversando com uma amiga.

Não estava tarde, talvez fosse 19h. Ainda tinha luz do sol porque no verão os dias são mais longos e só começa a anoitecer depois de 19h30.

Estavamos tranquilas, em um ponto relativamente movimentado da rua quando veio um indiano pedir informação.Queria saber onde ele pegava o ônibus para Abu Dhabi.

"Não faço a mínimaaaaaaaaaaaaa ideia , meu senhor!". Isso foi o que pensei, mas não falei (deveria ter tido).

Disse que não sabia, mas que era para ele ir num ponto de ônibus que ele ia ver o mapa das rotas e qual número de ônibus o levaria para a rodoviária. Ele disse que tinha feito isso e não achou.

Pedi desculpas e sugeri que ele fosse numa cafeteria perguntar para os funcionários. Ele disse que perguntou e ninguém sabia.

Falei para ele ir no metro perguntar lá e o senhor me deu a mesma resposta.

Atééééééé qqqquuuueee finalmente ele desandou a falar sem parar.... Foi ai que comecei a ficar arrependida de não ter respondido logo o que me passou pela cabeça.

Ele veio com uma lorota gigante de que a firma que ele trabalhava o demitiu sem avisar nada e que ele estava andando o dia inteiro porque ficou transtornado e nisso perdeu dinheiro (uhum... me engana que eu gosto)...

Que ele precisava voltar pra casa em Abu Dhabi (uhum, me continua que assim eu acredito que mora mesmo em Abu Dhabi e não na área industrial de Dubai), MAAAASS QUEEEEEE ....

...  NÃO TINHA DINHEIROOOO !!!!!

Ahá !! Chegou aonde eu já sabia que ele iria chegar quando desatou a falar.

Não é novidade essa situação para mim porque quem morou no Rio uma vida inteira, está habituado com abordagens beeem piores que essa.

O problema é que aqui, assim como no Brasil, não se pode pedir dinheiro na rua. Se a polícia pega, a pessoa está ligeiramente encrecada.

Pausa para uma obs: Isso porque a maioria deles, pelo que me contaram, já está com o visto vencido há algum bom tempo. Se ele te pertuba na rua, quer dinheiro e você chama a polícia, é certo dela pedir passaporte e tudo mais. Dai, já sabem, né? Cadeia básica até ser deportado! - Provavelmente não pelo fato de pedir dinheiro, mas por estar fora da lei com o visto inválido para permanecer no país.

Eu - sei lá pq - resolvi dar somente 2 dirhams para ver se ele saia logo dali. Também fiquei com pena da figura que estava suja suja.

Ok, dei o dinheiro e falei com ele: aqui está, mas se o senhor precisar de mais alguma ajuda, eu chamo os policias ali do metro para te orientar melhor, tá?

Ele entendeu bem minha "educação" e saiu varado. Tudo bem que ainda agradeceu - coisa que no Brasil quase nenhum pedinte faz.


Depois que tudo acabou, voltei pra casa e fiquei um bocado incomodada com isso.

Eu não gosto desse tipo de atitude em lugar nenhum do mundo porque parece que é sua obrigação de dar o dinheiro. Não gosto de ser coagida a fazer algo que não quero. Não gosto de me ver em situações que me deixam sem opções de reagir.

Será que só eu acho que todo mundo que pede dinheiro na rua, parece que te olha com olhos ameaçadores, se mexe de forma suspeita como se fosse puxar a qualquer momento uma faca, arma etc?

Foi isso que eu não gostei!

Aqui é raríssimooooooooooooooooooooooooooooo você ser parado por alguém que venha te pedir dinheiro. Nunca passei por essa situação em seis meses de Dubai e nunca escutei ninguém contando algo no gênero.

Quando resolvi dividir essa minha experiência com os outros - inclusive uma local -, T-O-D-O-S me falaram: "você não deveria ter dado nada! se um começa a dar e o outro também, eles proliferam! isso é errado! dá próxima saia andando e diz que não tem grana!"

Ok, concordo.  Dá próxima, não dou nada!

18 de julho de 2011

Metro

Ando muito de metro aqui. Uma coisa boa é que existe um vagão só para mulheres e crianças.

O resto do vagão é praticamente só homens e essa área "especial" para nós é sensacional.

Uso o vagão misto quando estou com meu marido ou com minhas amigas, mas sozinha... só o de mulheres!!

Confesso que está se tornando pequeno só ter um vagão. Dependendo da hora e da direção que você pegue, vai lotadoooooo como o restante do trem.

Porém: ele é mais cheiroso (ou menos fedido); as pessoas não ficam olhando direto para vc com mta frequência; me dá a sensação de que as mulheres são até mais educadas etc.

A melhor parte? Quando um homem entra no vagão das mulheres!

Dependendo das mulheres, do tanto cheio que esteja e também da atitude do homem: ele escuta logo um berro ou recebe uma catucada ou logoooooo é avisado pelas próprias mulheres que ele ali não é permitido e elas mandam mesmo eles saírem.

O engraçado é quando o homem se faz de desentendido porque quer fingir que não sabe desse "pequeno" detalhe e fica com cara de paisagem. As mulheres avisam, o cara fica na dele e diz que não fala inglês ou que não entendeu e bla bla bla. Tudo porque o vagão misto está lotado. Não tenha dúvida que alguma mulher vai fazer ele entender a norma!

Eu adoro ver essa cena quando esses tipos entram no vagão.

Lógico que volta e meia, o homem não sabe mesmo disso. Vc saca pelo jeito que ele entra e fica no vagão e mais ainda: a expressão do rosto dele de vergonha e/ou de desculpas quando vai pro misto.

12 de julho de 2011

Eu vi !!

Eu juro que vi !!!

Algumas vezes, vamos ao mercado que é mais ou menos perto de nossa casa. Nesse calor, as idas até lá têm sido suspensas porque temos que caminhar um pedaço generoso.

Outro dia, resolvemos enfrentar a alta temperatura e ir ao tal mercado que é bem típico de árabe. Você quase não vê estrangeiro lá - ok, ok, vê sim porque a população estrangeira aqui é enorme! Vc vai ver expatriado em todos os lugares de Dubai.

Nesse mesmo mercado há lanchonetes; farmárcia; loja de roupas, de produtos de casa, eletrônicos; casa de câmbio; quiosques vendendo flores, celulares e docinhos etc.

Pois bem... precisei ir na farmárcia para conversar com o farmacêutico. Queria descobrir se um remédio que eu tomava no Brasil vendia aqui porque precisava muito dele.

Nisso que passo da entrada para o balcão, tenho que me desviar dos displays do meio do caminho. Numa das milhares de prateleiras, eu vejo nada mais, nada menos que anticoncepcional!!

Tive que controlar meus olhos e meu impulso de mexer nas caixas. Fiquei mesmo sem jeito porque, antes de vir, eu lia muito em outros blogs que aqui não se vendia pílula na farmárcia. Melhorar a frase: em algumas até se vendia, porém só poderia comprar se você fosse casada, com receita médica e com o maridinho liberando o uso.

Vim pra cá e nunca me importei de perguntar nada sobre isso. Confesso que continuo sem saber porque fiquei sem graça de perguntar ao farmacêutico se isso era verdade.

Eu vi três marcas: Yasmin, Diane e uma que esqueci o nome porque não me era comum. As três al,: de fácil acesso de qualquer mulher. Bastava você pegar com sua mãozinha e levar ao caixa!

Pensa: num mercado árabe!!!??? Preciso voltar lá para ver se existem outras marcas e como é o esquema de venda.

Sei que sai feliz com a atenção e paciência do farmacêutico comigo: achei o remédio de alergia que precisava e ele ainda me ajudou com outros! Feliz da vida !

9 de julho de 2011

Só porque sou Mulher?

Não vou entrar no mérito de que as mulheres daqui (leia-se muçulmanas) são ou não submissas. Cada religião e cultura entendem o que é melhor para seu povo.

Eu sei que, como não-muçulmana, sinto alguns olhares preconceituosos e atitudes do mesmo gênero quando estou sozinha nos malls, mercados etc.

Sempre que vamos fazer compras de mercado grande, vamos de mala. Como não temos, esse é o único jeito de não acabar com nossas colunas com tanto peso.

Aqui tem Carrefour nos malls (não em todos) e estamos habituados a ir no Mall of The Emirates. Deixamos nossa mala lá no atendimento ao consumidor e entramos no supermercado com o carrinho deles. NUNCA deu problema!

Um belo dia, resolvemos ir no Carrefour de outro mall e nisso marido pediu para eu deixar a mala no atendimento ao consumidor enquanto ele ia trocar nota por moedinhas e assim buscar um carrinho para nossas compras.

Tudo bem? Por mim, estava tudo ótimo.

Cheguei lá e o funcionário olhou minha cara e disse um estúpido e alto: NÃO !

Perguntei o motivo do não e ele disse que não e pronto.

Perguntei de novo: "por que não? tem que ter alguma explicação, todo mundo deixar de um tudo ai, por que eu não posso deixar a mala?" Ele disse que não era permitido.

Olhei com calma para dentro deste setor e vi outras malas e pacotes tão grandes quanto a minha. Por que eu não poderia fazer o mesmo que os outros? Fiquei indignada !

Segurando minha raiva, falei com ele: por que tem um bando de coisas ai e eu não posso deixar a minha? Ele impaciente, me deu uma respota áspera. Falou que se quisesse que era pra deixar minha mala no corredor do mall (ahn?! eu entendi certo? Larga um objeto meu sem ninguém olhando num corredor mega movimentado? será que ele deixaria a dele nessas condições?)

Minha educação foi para o buraco e esqueci completamente que estava em um país muçulmano, onde não estão habituados a ver mulher dando um pequeno escândalo com um homem em público.

Aumentei meu tom de voz e falei que no outro Carrefour nunca tivemos este tipo de problema. Sempre deixamos nossas coisas lá e ninguém nunca questionou e pq nesse seria diferente.

Todo mundo olhava minha cara e esperava a reação do homem. Ele só repetia que nem uma máquina: não pode! não pode!

Ok, eu estava sendo chata, mas queria que me respondesse com mais educação e me desse um motivo racional para eu ir embora com minha mala debaixo do braço.

Apelei e disse que queria falar com o gerente e os olhos do homem arregalaram!

Nesse meio tempo (oooww demora), marido chegou e o circo estava armado. O gerente disse que não teria problema nenhum em deixar a mala no atendimento ao consumidor, pediu desculpas. Ele até permitiu que a gente entrasse no supermercado com nossa mala dentro do carrinho devido ao transtorno causado.

Agora eu pergunto: tudo isso só porque sou mulher ????  precisou marido estar ao meu lado para a palhaçada parar ???

6 de julho de 2011

Habituar com as despedidas

Cheguei a Dubai no final de janeiro para começar uma nova vida. Posso considerar que estou há seis meses nesse deserto e muitas coisas já aconteceram.

Logo quando cheguei, não tinha amigos, não conhecia ninguém. Era só eu e meu marido!

Sorte que ele conhecia algumas pessoas, principalmente brasileiros. Graças a um amigo dele, uma pessoa muito especial surgiu na minha vida com uma semana de Dubai.

Esse amigo tem uma namorada - todos brasileiros - e ela foi super solidária e legal comigo. Nunca tinha me visto, nunca tínhamos nos falado por e-mail, msn, blogs ou telefone, mas assim que ela teve um tempo no trabalho e soube que eu estava em Dubai, saiu da casa dela e veio para a minha.

O contato maior antes de nos conhecer pessoalmente foi a ligação que ela me fez perguntando se eu estava em casa e se ela poderia vir aqui. Lógico que podia!!!

Nessas horas, a gente sente a mão de Deus em nossas vidas e Suas ações para nos confortar em momentos delicados.

Ela realmente veio, nos conhecemos e passamos a tarde toda conversando. Até porque tínhamos muito o que falar, afinal não nos conhecíamos e não sabíamos nada sobre a vida da outra. (rs)

O melhor? Foi que rolou empatia na mesma hora. Ela foi incrível comigo! Com o passar do tempo, me tornei amiga dela. Ela me levou para eventos de pessoas que já estão por aqui há algum tempo; apresentou amigos brasileiros; me convidava para comes e bebes na casa dela e por ai vai.

Sua amizade foi de grande valia. Eu me sentia super confortável com ela para conversar sobre tudo e gastavamos horas rindo de várias besteiras.

Ter alguém assim ao seu lado em um país estranho é algo indescritível !! Só que tudo que é bom, dura pouco.

Ela resolveu voltar de vez pro Brasil. Em questão de poucas semanas, tive que me conformar com a idéia de que ela não estaria mais em Dubai para a gente bater perna no mall ou simplesmente ficar conversando uma na casa da outra.

Os dias foram passando e a ficha só caiu no dia que ela estava pegando o avião com sua mudança, o retorno pro Brasil. O choro foi incontrolável e a triteza por uns dias tb, mas o que quero mesmo é que ela siga seu caminho da forma que achar melhor e que seja muito, muito, muitoooo feliz mesmo com a escolha que fez !!

O que quero com este post? Mostrar que ainda existem pessoas que estão disponíveis a ajudar outra sem nenhum tipo de interesse e sem ao menos conhecê-las. É raro, mas ainda existem!

Exatamente por isso, me sinto abençoada de ter a conhecido nos meus primeiros dias de Dubai e dela ter surgido em minha vida em um momento tão delicado. Fico feliz com a oportunidade que tivemos de nos conhecer e de construir uma amizade.

O problema de Dubai é esse: quando você fica amigo de alguém, esteja consciente de que essa pessoa vai embora daqui mais cedo ou mais tarde. Essa é uma terra de passagem e é preciso se habituar com isso para não sofrer.

4 de julho de 2011

O que mudou?

Sair da casa dos pais, já requer toda uma adaptação e provavelmente novos hábitos. Imaginem quando se sai da casa dos pais junto com uma mudança internacional! São muitos hábitos para se alterar e/ou incluir na rotina, portanto vou citar alguns.


* Roupas Típicas: Quando vim pela primeira vez de turistona, achava muito estranho as mulheres com suas abayas, hijab, burca e outras roupas do gênero. Não sabia para onde olhar, se poderia observá-las etc. Hoje nem ligo mais. Isso tornou-se normal.

* Tarefas domésticas: (faxinar, passar aspirador de pó, limpar banheiros, passar pano, organizar etc) nunca foram difíceis para mim porque já estava habituada com isso no Brasil. A diferença que lá, eu não tinha a obrigação de cuidar, sozinha, de uma casa e de outras vidas. Agora é tudo por minha conta por mais que marido dê uma mãozinha.

* Cozinhar !!! Isso sim foi uma mudança radical. Sempre tive medo do fogão e nunca tive interesse em aprender. Sabia o básico do básico para não morrer de fome quando fiz intercâmbio. Ficou por ai, nunca mais tentei me aprimorar.

Aqui tive que deixar esse medo e desinteresse de lado e encarar o avental, fogão, panelas e acessórios. Coloquei debaixo do braço os caderninhos de receitas, dicas da mãe e aprendi a fuxicar sites. Confesso que estou me saindo melhor do que esperava. Estou surpresa com o gosto que minhas comidas têm e feliz com o resultado.

* Horário da Reza: Escutar a mesquita em shopping, supermercados, ruas e até mesmo nos canais de TV locais.

* Luz do Banheiro: Nos apartamentos que morei no Brasil, a gente primeiro entrava no cômodo para depois acender a luz. Com você também era ou é assim, né? Aqui não! Já entrei, fechei a porta e fiquei bonita lá no escuro procurando onde estava o raio do interruptor. O infeliz fica do lado de fora! (rs)


* Mala e Mercado: Nós não temos carro aqui e transporte público, dependendo do dia e da hora, é lotado demais. Fazer compras e sair carrregando sacolas e sacolas nos braços com tanto empurra-empurra não era nada legal. Além das dores nas costas quando chegavamos a casa. Solução? Carregar uma mala com a gente (isso mesmo, mala de viagem! rs), deixar no serviço do consumidor, fazer as compras e depois usar nossa mala como "carrinhod e feira". No início foi constrangedor, mas hoje nem ligo e ficou muito mais prático.

* Sem Tradução: Como aqui tem produto do mundo inteiro, algumas vezes, parece que esqueceram de traduzir a embalagem. Nem em inglês tem! Ah, mas o árabe está sempre lá num adesivo se for necessário. Se você não souber o idioma de origem do produto - ou o árabe - fica sem entender direito (ou nada!).

* Saudades: Nesse caso, não é da família e amigos (senão estaria lá no topo da lista), mas sim de produtos e pequenas coisas do Brasil: feijão preto, nescau, queijo de minas, mandioquinha (batata baroa), farinha de mandioca etc.


Por hoje ficam esses novos "hábitos" publicados. Amanhã termino a lista.

:)


2 de julho de 2011

Calor e mal começou o verão

Julho é o mês do calor e falar que em Abril já se sentia uma diferença de temperatura do dia para a noite.

Aquele vento fresco sumiu! Não sei se fico feliz quando venta porque é um bafo quente, mas quando ele para, também é terrível! Sinceramente, ainda não me decidi o que é pior: com ou sem vento.

O céu azul, com sol, nuvens bracos são privilégios das outras estações, pois há tempos não vejo um dia bonito aqui. Acho que é o único lugar do mundo que o verão torna os dias feios. (rs).

O céu se tornou um grande balde de cinza e que muitas vezes, graças a uma mãozinha da areia do deserto ou da umidade, a visibilidade fica diminuída absurdamente.

Andar na rua? Em alguns horários, ainda se consegue fazer isso, mas eu sinto o meu corpo pesado dependendo do tempo que esteja exposta ao calor. Tenho problema de pressão baixa e calor não combina com isso.

O bom? Tudo aqui tem ar condicionado: metro, ônibus, alguns pontos de ônibus, mercado, portarias, casas, malls e por ai vai. Graças a isso fica possível sair de casa. Meus programas têm se resumido a lugares fechados com ar. Sinto falta de caminhar e pensar que amanhã gostaria de fazer um programa com marido no parque... já era! Impossível.

Nunca passei o verão aqui. Esta será a primeira vez, mas todos já me avisaram que julho e agosto são os piores meses, que é insuportável.

Deve ser mesmo insanidade ficar por essas bandas nessa época do ano porque TODO mundo que pode, está embarcando para o Brasil, Europa ou qq lugar que seja mais fresco que aqui.

Vamos ver se eu aguento...

1 de julho de 2011

Retorno ??

Tem muito tempo que não posto aqui. Acho que quem lia (ou  que ainda dá um pulo aqui), deve saber bem o motivo da falta de atualização: problemas pessoais.

Hoje começa um novo mês e espero que eu consiga retornar com as postagens. Espero que sejam mais frequentes, mas confesso que algumas vezes as tarefas do dia a dia ocupam boa parte do meu tempo.

Gi Maga, só vi seu comentário hoje e respondi no seu blog. Qualquer coisa que precise, mande seu e-mail que nos falamos.

Inté, gente!